Convulsão

As convulsões podem ser complexas (quando alteram a consciência) ou simples (quando não alteram a consciência). Elas também podem ser focais (quando afetam somente uma parte ou lado do corpo) ou generalizadas (quando afetam todo o corpo).
As manifestações mais frequentes dos ataques convulsivos são: perda da consciência; alteração da atividade motora ou no comportamento, sendo que o que mais chama a atenção é a forte e rítmica contração muscular, que pode danificar as extremidades do paciente.
É importante destacar que nem toda convulsão se deve à epilepsia, esta é apenas uma das muitas possibilidades. A exagerada descarga elétrica pode ter muitos motivos, por exemplo:
- importante queda das taxas de açúcar no sangue;
- problemas com a quantidade de cálcio, magnésio ou sódio em nosso organismo;
- diminuição da oxigenação do cérebro (afogamento ou asfixia);
- hemorragias ou tumores do sistema nervoso;
- trauma na cabeça;
- acidente vascular cerebral (AVC);
- abscesso cerebral;
- abstinência de álcool;
- febre alta (especialmente em crianças);
- consumo de drogas (principalmente cocaína e estimulantes);
- intoxicações;
- e, claro, a epilepsia.
Depois de um ataque convulsivo, a maioria das vítimas cai em sono profundo, não se deve evitar que durmam. É possível que ao acordar continuem desorientadas por alguns momentos. Durante as convulsões não se deve tentar segurar a vítima, a fim de que ela não se mova, visto que ela não pode se controlar e não se dá conta do que está ocorrendo. Não se deve mover a pessoa acometida de convulsão, a não ser que esteja em perigo ou perto de algo perigoso. Não se deve ministrar nenhum remédio por via oral até a pessoa estar totalmente consciente e alerta.
O tratamento ideal consiste em descobrir e corrigir a causa específica que dá origem à convulsão. A suspeita do médico e a realização, em alguns casos, de testes complementares (exame de sangue; punção lombar; eletroencefalograma, etc.) que permitam o correto diagnóstico e, consequentemente o tratamento adequado.




